quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Música de dor...
Palavras de dor
Escorregando-me das mãos
Acordes amargurados
Numa música melancólica
O canto retrata o sentimento
De uma amor sem sentido
De uma melodia sem força e infeliz
Nada gracioso de se ouvir
As notas saltam de tristeza em tristeza
Com o turbilhão de notas
A confundir e a baralhar
O estéril relato da sinfonia
Por mais que a pauta se esforce
Para tentar sorrir para os ouvidos
Esta sofre uma distorção
De instrumentos com sofrimento
Na amplificação sonora
A música sai simpatizada
Com uma magoa
Que dança nas linhas da pauta
Ao ritmo da triste dor retratada
Tentando chamar a si
Um antigo amor
Uma antiga amada
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Ilusão
Atormentado por uma ilusão
Que me persegue, que parece não ter fim
A cabeça já não pensa
Só sigo o coração
Caminho numa estrada fantasma
Atrás de uma alucinação
Não posso sair da cama
A procura inconstante de quem amo
Numa corrida desenfreada
Sem qualquer sentido ou direcção
Provoca uma ansiedade
Dolorosa e elevada
Por mais que a procure
Desconfio que nunca mais a atingirei
No limiar das veemências
Com o fluxo sanguíneo acelerado
Prossigo neste traçado
Guiado pelo inconsciente
É difícil estar descansado
Volto adormecer pois o mundo não para
Esperando uma manha de sol
Para que possa melhor conduzir
E não confundir a ilusão
Que ainda esta bem presente
E bem dentro meu coração
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
A sede da procura..
Oferecendo tudo o que temos
Para lutar por ele
Caminhando sobre um calor
Que nos mutila e queima
Sem uma gota de água para refrescar
Encontrando uma gruta fria
Nus, sem força e com sede
Quando avistamos uma gota
Ela cai e não a forma de agarrar
Desesperamos…
A sede continua sem haver maneira de apagar
A água que preciso não existe
Quando novamente avistamos outras gotas
Criando uma poça, ela evapora
A sede continua atormentada
Se aparentamos ter força fora do corpo
Ela dentro já não vive, esgotou-se
Não consigo mais lutar pela água
Quando nem existe uma gota
Que possa exprimir um ponto de sacrifício
Para quê continuar a batalhar
O fim será o mais fácil
Sair da gruta e morrer no deserto
Eu bem quero ter um rio
Mas não existe uma gota
Que ajude a cria-lo!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Odor a revolta
No qual enfoca a tua tristeza
Solta o grito de pudor
Que fervilha dentro do teu corpo
E deixa movimentar todos os teus gestos
Todos, sem hesitar
Alonga a revolta e enterra
Sem contratempo a tua frustração
Sente a vida com a cabeça
Não com o coração
Deixa o odor do teu corpo
Tomar rédea da tua vida
Dispara todo o fogo que arde
No interior da tua alma
Afoga a água que corre e alimenta
Todo o teu medo
O objecto da tua loucura
É a procura de um complemento
Que te faz sentir no pico
De uma montanha gelada
Na qual escaladas sem receio
Fazendo do mundo o teu meio
Da sustentação de felicidade.
Se o que queres ser
E não o que te querem fazer!
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Longo caminho distante
Dá ar à minha respiração
Dá fogo ao amor que tenho cá dentro
Dá batimentos ao meu coração
Dá alegria aos meus dias
Mas a saudade afoga e apaga tudo,
Mas eu nado, corro…
Numa prova que não parece ter fim
A meta parece distante
Mas batalho gastando balas e setas
Procurando derrubar todos os meus obstáculos
No pensamento levo o teu amor e carinho
É a base da minha força para esta longa caminhada
Dá-me força para continuar
Nem a distancia nem o afastamento
Vais conseguir diluir tudo o que eu sinto
Pois é muito forte, é intenso
É um deserto sem fim
O qual só tu sabes percorrer
É algo que só tu podes ter
É algo que só a ti quero dar
É o amor que por ti sinto
E com quem quero partilhar
É com esta força do amor por ti
Quem me movo todos os dias
Para poder estar contigo a teu lado
Só contigo e mais ninguém
Eu vou continuar a percorrer
Sempre sem parar
Até a meta chegar
Labirinto
Percorro o mundo só
Sem saber para onde vou
Sigo um caminho
Que sei que não é o correcto
Está certo? Não
Pois não o devia percorrer sozinho
Fiquei sem rumo desde o momento que me abandonaste
O caminho qual percorria
Tornou-se num contraste, preto e branco
Sinto me perdido, não sei onde estou
Devo ter entrado num labirinto
Do qual não tenho mapa
E onde a saída és tu!
Caminho sem sentido e as escuras
Tu foste e a escuridão abateu-se sobre o meu percurso
Ficou sem rumo e não sei para onde ir
Mas continuo sem saber para onde ir, sem parar
Batendo, batendo em paredes
Paredes, das quais me obrigam a mudarem
De percurso constantemente
Mas levo-te na mente tentando lá chegar
A saída do labirinto
Onde espero que estejas
Para voltar ao caminho certo
O qual tenho percorrido contigo
Cheio de amor e paixão
Volta por favorÉ dificil não é facil
Sentir próximo de mim e ver-te assim
Tão perto e tão longe
Querer dizer-te o que sinto
Dizer o quanto o pulsar continua acelerar
Com esse feitiço desse teu olhar,
Da luz do teu sorriso, da energia da tua pessoa
Não é fácil, é difícil
Estar atormentado pelo amor
Que em ti possa estar adormecido
Que eu na ânsia espero que desperte
E possa deitar abaixo o muro,
As pedras pesadas que caem lentamente
Uma de cada vez, de longe a longe
Um amor desperto, como antigamente
Ajudaria a destruir o que nos separa
O que nos distancia e afasta
De uma paixão perfeita
E que faz tremer
Não a terra mas as minhas sobrancelhas
Não é fácil, é difícil
Contudo é possível e é o que eu quero.
Sinto a tua falta
Quero voltar a sentir-te de novo
