sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A sede da procura..

Batalhamos por um objectivo
Oferecendo tudo o que temos
Para lutar por ele
Caminhando sobre um calor
Que nos mutila e queima
Sem uma gota de água para refrescar
Encontrando uma gruta fria
Nus, sem força e com sede
Quando avistamos uma gota
Ela cai e não a forma de agarrar
Desesperamos…
A sede continua sem haver maneira de apagar
A água que preciso não existe
Quando novamente avistamos outras gotas
Criando uma poça, ela evapora
A sede continua atormentada
Se aparentamos ter força fora do corpo
Ela dentro já não vive, esgotou-se
Não consigo mais lutar pela água
Quando nem existe uma gota
Que possa exprimir um ponto de sacrifício
Para quê continuar a batalhar
O fim será o mais fácil
Sair da gruta e morrer no deserto
Eu bem quero ter um rio
Mas não existe uma gota
Que ajude a cria-lo!

1 comentário:

Nuno Ribeiro disse...

Eu sou a tua agua se quiseres....basta me olhares com outros olhos;)