sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A sede da procura..

Batalhamos por um objectivo
Oferecendo tudo o que temos
Para lutar por ele
Caminhando sobre um calor
Que nos mutila e queima
Sem uma gota de água para refrescar
Encontrando uma gruta fria
Nus, sem força e com sede
Quando avistamos uma gota
Ela cai e não a forma de agarrar
Desesperamos…
A sede continua sem haver maneira de apagar
A água que preciso não existe
Quando novamente avistamos outras gotas
Criando uma poça, ela evapora
A sede continua atormentada
Se aparentamos ter força fora do corpo
Ela dentro já não vive, esgotou-se
Não consigo mais lutar pela água
Quando nem existe uma gota
Que possa exprimir um ponto de sacrifício
Para quê continuar a batalhar
O fim será o mais fácil
Sair da gruta e morrer no deserto
Eu bem quero ter um rio
Mas não existe uma gota
Que ajude a cria-lo!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Odor a revolta

Realça o teu problema
No qual enfoca a tua tristeza
Solta o grito de pudor
Que fervilha dentro do teu corpo
E deixa movimentar todos os teus gestos
Todos, sem hesitar
Alonga a revolta e enterra
Sem contratempo a tua frustração
Sente a vida com a cabeça
Não com o coração
Deixa o odor do teu corpo
Tomar rédea da tua vida
Dispara todo o fogo que arde
No interior da tua alma
Afoga a água que corre e alimenta
Todo o teu medo
O objecto da tua loucura
É a procura de um complemento
Que te faz sentir no pico
De uma montanha gelada
Na qual escaladas sem receio
Fazendo do mundo o teu meio
Da sustentação de felicidade.
Se o que queres ser
E não o que te querem fazer!